Pensamentos aleatórios

Mais uma semana ausente, mais um monte de desculpas…

Depois do meu período de empolgação e energia sem fim, estou num momento de baixa, até ficando um pouco doente de novo, com essa garganta e essa sinusite que parece que nunca se resolvem.

Estou num momento de muita reflexão, e não é sem tristeza que cada dia mais eu sou obrigada a reconhecer meus limites, lidar com minhas falhas. Tenho por natureza e por criação uma personalidade crítica e perfeccionista, e aliando-se a isso uma pitada de neurose, sou daquelas que sempre acorda num pulo no meio da noite ao reviver um problema do dia a dia. Esse domingo mesmo, pulei da cama às 7 e pouco sonhando que estava atrasada pro trabalho. Depois dos 20 minutos que levei pra me convencer do engano e me acalmar, já não restava opção além de tomar um banho, escovar os dentes e aproveitar o silêncio para ler um pouco.

Ando colecionando uns pensamentos meio melancólicos que me chegam andando de ônibus e caminhando pelas ruas, especialmente nos dias de chuva. No ônibus eu sinto uma calma imensa, da beleza de não ter nada a fazer além de esperar a chegada. Lendo ou disfarçadamente ouvindo conversas alheias, eu adoro este momento perfeito de estar em trânsito, nem cá nem lá, e sem a obrigação de produzir, me divertir, ou qualquer que seja. Ser somente mais uma, e precisar somente de paciência. Desse jeito eu comecei até a gostar mais do trânsito que alonga meu sossego, além do ônibus transitar mais suavemente por causa da velocidade reduzida. Nos dias mais engarrafados até já cheguei a tirar uns cochilos, apesar do trajeto curto, sempre abrindo os olhos de quando em quando para não acontecer de perder o ponto.

Perder o ponto é um pânico que eu tenho de andar de ônibus e de metrô, sou daquelas que vai pra perto da porta dois pontos antes, principalmente se estiver cheio, com medo da falta de educação dos outros passageiros e da falta de paciência do cobrador. Mas um dia eu perdí o ponto. Foi voltando da faculdade, e eu lía um dos livros do Palaniuk. Eu levantei os olhos do livro e percebi que já estava algumas quadras além de onde eu ía. Na mesma hora eu percebí o quanto eu estou de fato viciada no que ele escreve.

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