Chás, quitutes e a felicidade


Começou com um convite meio do nada do Gu, que já tinha falado com Hanny de fazer um chá das cinco, e como pensou em confeitaria, pensou em mim, ele já veio bem confiante que eu ía topar na hora. E apesar do cansaço que me levou (como vocês bem podem notar) a abandonar o blog e outras coisinhas mais, é claro que eu não poderia recusar. O desafio era pegar as 6 sugestões de chás feitas pela Hanny, escolher comidinhas para harmonizar, garimpar as receitas, preparar tudo isso e por fim degustar e fotografar tudo para mostrar para vocês. Definimos as receitas e combinamos de cozinhar no sábado para degustar e fotografar no domingo, porque como vocês bem sabem pães, bolos, recheios, tortas e afins levam tempo para preparar…
Na sexta feira, véspera da cozinhança, eu estava um lixo. Estressada ao extremo, depois de passar pela semana mais difícil da minha vida, tudo estava dando errado e eu já estava à beira de um colapso. Até surgiu uma lágrima no canto do olho de lembrar que não, eu não poderia dormir o fim de semana inteiro, mas eu tentei me lembrar de tudo o que eu tinha achado legal nesse projeto.
Depois de uma balada na sexta feira para desestressar eu me sacudi da cama no sábado lá pelo meio dia e fui encontrar o Gu e a Lara para botar a mão na massa. Durante as compras e a primeira hora de preparo eu estava ressaqueada e lenta, e cheguei ao vergonhoso ponto de devorar uma lasanha congelada (porque eu ainda não tinha comida nada o dia todo e já eram 4 da tarde).

As coisas foram engrenando, e a Lara contrariando seu lema da culinária sem medida assumiu a batedeira, e por um dia virou a rainha dos medidores. No fim do dia e com quase tudo pronto, respiramos fundo e percebemos nossa loucura burra e apaixonada de ter escolhido 6 receitas lindas, mas que nunca tinhamos testado. Até agora não sei se tudo deu certo por milagre ou porque a gente queria tanto fazer aquilo acontecer.
Claro que houveram acidentes de percurso, como o forno que insistia em chamuscar os bolos e a tarte de maçã que grudou na assadeira, destruindo a massa que foi às pressas substituida por uma famigerada massa folhada congelada.
No dia D(omingo), pegamos toda nossa matula e fomos encontrar a boneca Hanny, que abriu pra nós as portas da sua casa tão linda, daquelas onde a gente vê em cada detalhe um pouquinho da personalidade dos donos. Tudo bem pensado, bem cuidado e tão aconchegante.
Montamos as comidinhas que faltavam e iniciamos o banquete. Ficamos horas e horas degustando, fotografando e jogando conversa fora. Fotografar com a Hanny foi uma diversão, escolher louças, fundos coloridos e montagens bonitas para cada combinação, e ver ela fazer tudo com tanto cuidado e paciência, enquanto o Gu andava pela casa como se fosse velho conhecido, xeretando livros e fazendo suas loucurinhas que sempre animam tudo.
Voltei pra casa no domingo a noite muito mais cansada do que saí do trabalho na sexta, mais carregando comigo um monte de gostosuras para o meu amor e uma felicidade intensa, depois de ter passado esses dois dias fazendo uma coisa que eu amo tanto, e cercada de pessoas tão queridas.

Todos os quitutes estavam maravilhosos, todas as harmonizações funcionaram, as fotos ficaram lindas, as conversas foram deliciosas.
Publicarei nos próximos dias as receitas que fizemos e os chás que tomamos, e se você quiser conhecer a versão dos outros integrantes vai lá:
Lara- Sem Medida
Hanny- Rota do Chá
Gu- Chef-à-Porter

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: