Manual Básico de Charutos (ou Charuto for Dummies)

Por José De Mauro Filho

FALANDO SOBRE CHARUTOS – O BÁSICO DO BÁSICO
Este texto é sobre charutos portanto se você não tem 18 anos, por favor deixe de ler. É proibido por lei.
Sei que o fumo causa problemas de saúde. Fumar charuto é uma decisão pessoal minha e leva em conta os riscos advindos dessa decisão. Milhares de pessoas morrem no trânsito mas não se proíbem os carros.

CONCEITO DE NOTAS
Acho muito complicado dar notas muito altas e detalhadas para as coisas que provo. Simplifiquei ao máximo este conceito e cheguei ao resultado que aqui descrevo:
Nota 1- Muito abaixo da média, provavelmente teremos sorte se continuarmos vivos, uma experiência a não ser repetida.
Nota 2- Abaixo da média, contém falhas, alguma coisa que nos desagrada, mas dependendo do preço…
Nota 3- Na média, a grande maioria do que encontramos por ai, o que se espera geralmente, conceito: bom.
Nota 4- Acima da média, o que gostaríamos de encontrar sempre, se possível num preço razoável.
Nota 5- Muito acima da média, o máximo, realmente notável, conceito: excelente. Dificilmente encontraremos outro.
Considero que se a Nota for 0 (zero) a coisa analisada está tão fora do esperado que não se enquadra na categoria, por isso não menciono os nota zero.

CLASSIFICAÇÃO DOS CHARUTOS – ITENS BÁSICOS
Os charutos podem ser produzidos com folhas inteiras de tabaco, com folhas picadas e, em alguns casos com o que chamamos de folhas homogeneizadas. Pretendo escrever, salvo raras exceções sobre os feitos com folhas inteiras.
A fabricação dos charutos pode ser totalmente manual, mista ou totalmente a maquina, os totalmente manuais são sem dúvida os melhores, e aqui também, salvo raras exceções escreverei sobre eles.

CLASSIFICAÇÃO DOS CHARUTOS- ORIGEM
A principio separamos os charutos pelo pais onde são produzidos, embora seja comum hoje que charutos produzidos em um pais utilize fumo de vários outros países produtores.
Em ordem de importância, para mim é lógico, os melhores países produtores são: Cuba, Republica Dominicana, Brasil, Equador, Honduras, Nicarágua, Estados Unidos e México. Outros países que produzem fumo porém não tem tradição em transformá-los em charutos são:Camarões, Republica Centro Africana, Indonésia e Filipinas.

CLASSIFICAÇÃO DE CHARUTOS- FORMATOS
Os charutos dividem-se em duas grandes famílias quanto ao formato: Cilíndricos e Figurados, sendo os primeiros de diâmetro constante em todo o comprimento, enquanto os segundos tem uma ou ambas as pontas afiladas. Existe ainda um formato de charuto torcido, em conjunto de 3 chamados de Culebra. Embora sejam necessários 3 charutos para formar um culebra para fumá-lo devemos separá-los e fumar cada um em separado.
Principais formatos cilíndricos: Corona, Panatela e Lonsdale.
Principais tipos de figurados: Pirâmide, Belicoso, Torpedo, Perfecto e Diadema.

CLASSIFICAÇÃO DE CHARUTOS- COR DA CAPA
Embora a quantidade de tonalidades possíveis seja bastante alta, variando entre os autores de 50 a 200 possibilidades a classificação mais usada pelos consumidores inclui sete tipos:
Doble claro- tom amarelo esverdeado, é o mais claro entre os charutos.
Claro- castanho amarelado.
Colorado claro- marrom claro, também chamado natural.
Colorado- um tom entre o marrom médio e o vermelho amarronzado.
Colorado maduro- mais escuro e menos vermelho do que o colorado.
Maduro- marrom bem escuro, com pouco avermelhado presente.
Oscuro- de quase preto a totalmente preto.

CLASSIFICAÇÃO DE CHARUTOS- AROMA E FORÇA
Considera-se como aroma o conjunto de olfato e paladar causados pelo charuto aceso ao ser aspirado pelo fumador. Embora não seja aceito por todos os fumadores, eu por exemplo acho desnecessário, costuma-se descrevê-lo de maneira semelhante ao que ocorre com os vinhos.
Força é a sensação causada pelo charuto na parte mais interna da boca e na laringe. Vai de suave a forte dividido em 4 ou 5 graus de acordo com cada autor em particular.

CLASSIFICAÇÃO DE CHARUTOS- CONSTRUÇÃO E PUXADA
Os dois critérios que interferem mais diretamente na fumada de um charuto. São complexos de avaliar e somente fumando
podemos avaliá-los.
A construção pode ser homogênea, consistente, macia, compacta…
A puxada varia entre solta a presa, procurando-se sempre a média adequada para cada formato.

OBSERVAÇÕES FINAIS
A avaliação destes itens é bastante subjetiva e deve variar de pessoa para pessoa.
Além destes itens básicos existem inúmeros outros que acabamos por avaliar conforme desenvolvemos nosso paladar de charuteiro.
Existem revistas, sites e livros sobre o assunto que indicam o que é bom e o que não é. Se puder use-os como referência e construa seu próprio ranking. Você só tem a ganhar com essa independência.

Se quiser ler textos do Mauro sobre outros assuntos, visite: Charutos, viagens e todo o resto.

4 Respostas to “Manual Básico de Charutos (ou Charuto for Dummies)”

  1. Patrícia S De Mauro Says:

    Texto perfeito!
    Fácil leitura, chama o internauta que não conhece o assunto a ler até o fim.
    Sucesso!
    bjs

  2. achei suspeito o comentario da patricia hein…
    pra nao falar tendencioso…
    mas o texto realmente esta bem escrito.
    parabens sr. Joseph, e Lele pela bela aquisiçao ao blog

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