Crítica Necessária

Ontem, frente à difícil tarefa de escolher um restaurante para almoçar, eu navegava pelos blogs da vida procurando uma novidade interessante. No comidinhas, da Ale Blanco, achei uma crítica extremamente elogiosa ao Tre Bicchieri. Achei também uma curiosa matéria comentando as casas “filhotes” da rede Fasano, mas como sempre acreditei em boa comida muito mais que em originalidade lá fui eu…
Chegando no restaurante já dominava um climinha confuso, com algumas pessoas em pé aguardando. Mas fomos logo instruídas a procurar o Nascimento, que organizava a espera. Ele prontamente nos respondeu que haviam poucas pessoas na fila e muitas mesas saindo, que logo estaríamos sentados. Nós ingenuamente acreditamos.
Depois de uns 20 minutos sem nenhuma novidade, notei que um casal ao lado reclamava de ter recebido a mesma promessa 40 minutos antes. Aguardei mais um pouco e resolvi ir perguntar. Demorei bastante para conseguir encontrar o responsável pela espera novamente, pois ele estava nos confins do salão arrumando mesas, e quando ele passou e eu tentei me comunicar com ele, escutei: “Eu já te ví querida, só vou levar eles aqui na mesa e já venho falar com você”. Ele foi e voltou, e passou direto por mim de novo. Não me restando alternativa, eu disse bem alto para minha mãe, que me acompanhava: “Não adianta que ele não quer falar comigo”. Ao ouvir isso ele veio na hora, apavorado, e nos garantiu que éramos a próxima mesa de 2 a sentar. Mas depois de mais 10 minutos minha mãe (que já não aguentava mais esperar) viu um outro casal que havia chegado depois de nós se dirigir à mesa. Fomos atrás do Nascimento, que depois de tentar disfarçar teve que admitir o erro. Além das muitas desculpas se ofereceu pra já tirar nosso pedido para reduzir nossa espera depois de sentarmos na mesa.
Qual não foi minha surpresa quando cinco minutos após sentarmos na nossa mesa (depois de mais 50 minutos de espera), antes mesmo de o nosso vinho chegar, vieram os pratos principais. Esqueceram a polenta que eu pedí de entrada. O garçom sugeriu trazer a polenta e deixar no meio da mesa, eu agradeci e declinei. Não me ouviram e colocaram a polenta alí no meio mesmo assim.
O primeiro comentário, que me ouçam TODOS os restaurantes cheios do mundo, é contra o crime capital de tentar enganar o cliente prometendo uma agilidade que não existe. Se não souberem ao certo quanto tempo a espera vai levar chutem sempre pra cima, pois se a mesa ficar pronta mais rápido fica sendo uma surpresa agradável. E acreditem em mim, é melhor uma mesa que vai embora porque escolhe não esperar e volta durante a semana num dia mais vazio do que um grupo de comensais famintos e irados que depois de esperar o dobro do prometido juram nunca mais por os pés no restaurante.
Não gosto de injustiça, por isso faço questão de dizer que a comida era boa e todos os pratos vieram corretos, e que a polenta não foi cobrada. Mas essas falhas de serviço acabaram com o nosso almoço de domingo e me fizeram refletir que o maior problema dessas ditas imitações não é nem de longe a falta de originalidade, sim a constante falha em atingir a excelência do original. Porque apesar dos altos preços e de uma certa prepotência que permeia a rede eu nunca, nem sequer nos dias de maior lotação e espera, testemunhei tamanha trapalhada nas casas da família Fasano.

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