Uma nuvem negra em cima da minha cabeça

Postado em Literatura, Mau Humor, Tentativas em 19/11/2009 por Leo

Eu estava vendo fotos de pessoas magras usando roupas caras, e pensando se é tarde demais para que minha vida seja assim. Depois pensando se eu quero que minha vida seja assim, e se eu deveria me sentir de alguma forma culpada ou mal por ter aspirações tão superficiais em relação à minha vida. Depois eu pensei que talvez essas aspirações se devam ao fato de que na verdade eu tenho tudo o que desejei. Mas isso não é verdade.
É verdade que meus pais me amam, meu namorado me ama, eu tenho até mais dinheiro do que preciso, eu sou saudável, eu enxergo, ouço, falo e ando normalmente, minha cabeça funciona bem. Qualquer pessoa com bom senso diria que simplesmente por estes parâmetros eu deveria estar feliz e satisfeita e que eu sou uma pessoa de muita sorte.
No outro lado da balança, os pontos negativos são que eu tenho enxaquecas frequentes (que apesar de não me fazerem urrar de dor também não me permitem fazer as coisas normalmente- às vezes eu tenho que simplesmente parar e ir dormir até passar), não consigo parar de comer, odeio (eu disse odeio) me exercitar, durmo demais e sempre acabo (por algum motivo bizarro) não fazendo as coisas que eu quero muito fazer, ou que eu acho que eu deveria querer fazer e planejo fazer. E acima de todas essas coisas, tenho o hábito neurótico de ficar repetindo os problemas pra mim mesmas durante horas, e encenando as resoluções desses problemas na minha imaginação, tentando encontrar as palavras/ações que resolverão esses problemas. Depois que eu chego no roteiro que eu considero ideal, continuo repetindo a cena na minha cabeça só para ter certeza que na hora de confrontar a questão eu não esqueça tudo. 50% das vezes na hora eu esqueço, e principalmente numa discussão isso acaba me deixando numa posição de repetir expressões como aaaahnnnn… então…. é.. é isso, o que certamente enfraquece qualquer argumento.
Penso de novo nas pessoas magras e com roupas caras, e o que todas elas têm em comum (além de serem magras e usarem roupas caras), é que elas sempre são fotografadas sorridentes, bonitas e com uma aparência de com certeza não terem nem um problema no mundo que elas fiquem mentalmente repetindo impedindo-as de dormir a noite. Não que elas pareçam não ter problemas, porque obviamente todo mundo tem problemas, mas elas parecem aquelas pessoas escolhidas que conseguem lidar com os problemas de forma ágil e tranquila, e ainda ter tempo e disposição no final do dia para caminharem, depois tomarem banho, se maquiarem e vestirem suas roupas caras, pra por fim sairem por aí e despreocupadamente aproveitarem mais um dia.
Ou talvez eu tenha pensado em tudo isso de tanto aborrecimento porque uma enxaqueca maldita se instalou para estragar o que teria de outra forma sido uma semana perfeitamente razoável e até tranquila, e mesmo depois das tradicionais duas neosaldinas e quase uma hora de espera ela não desistiu, e não estou conseguindo fazer mais nada além de deixar fluir este fluxo incômodo de pensamentos.

É claro que você sabe do que eu estou falando

Postado em Literatura, Resenhas em 18/11/2009 por Leo


Este é o título do livro escrito por Miranda July, artista, cineasta e escritora. Talvez você a conheça como a moça que dirigia o taxi para velhinhos no filme Eu, você e todos nós, e nem saiba que ela também escreveu e dirigiu o filme. Talvez você simplesmente nunca tenha ouvido falar dela. Ou ainda (uma possibilidade mais remota) você já tenha lido este livro.
O que existe em comum entre seus livros, seus filmes e sua arte é uma sensibilidade ímpar para tratar das inquietações comuns de qualquer ser humano normal, de forma delicada e original. Sem filosofia barata nem pieguismo, a autora trata das loucuras, dos medos, dos pensamentos secretos e incontroláveis, elevando o estranho e banal a um lirismo impressionante.
O livro é uma compilação de contos que transcendem o mundano ao misturar os pensamentos e a realidade. Na verdade, seria mais correto dizer a realidade interna e externa das personagens, já que a autora exalta a complexidade dos pensamentos e seu valor psicológico e emocional, como o grande elemento que pode elevar o ser humano de suas vidas rotineiras e trazê-los ao nível de suas aspirações e sonhos. A isso soma-se uma bela escolha de situações que tornam cada personagem (que poderia facilmente ser risível) apaixonante em sua melancolia.
O ápice do livro (na minha opinião, é claro), é o conto em que ela descreve um dia em todas as pessoas que já conheceram a personagem se reunem para dizer que a vida tinha sido só um teste, que nada de ruim vai mais acontecer, e a personagem acaba fugindo para casa, preferindo o peso de ser uma decepção do que essa felicidade nova e inexplicável.
Se o parágrafo acima não fez sentido para você, peço desculpas e recomendo que você leia o livro o mais rápido possível, e repense suas tristezas junto com Miranda.
Ah, ela tem um site simples, mas bem legal, que lista seus livros e filmes e mostra algumas de suas obras de arte mais recente. Vá lá…

Eñe

Postado em Gastronomia, Resenhas em 16/11/2009 por Leo

Finalmente, depois de anos de vontade, fui conhecer o Eñe, restaurante dos irmãos espanhóis Javier e Sergio Torres. A proposta do restaurante é servir comida tradicional espanhola (com base nos famosos tapas), mas com uma interpretação alta gastronomia.
O couvert é composto de um prato de frios, pães de fabricação própria e umas deliciosas linguicinhas em miniatura, com um toque de páprica. Todos na mesa foram unânimes em decidir por um almoço 100% tapas. Segundo ponto positivo para a casa, pois ao perceber a empolgação da mesa o maitre logo sacou um netbook com cardápio completo, bem explicado e totalmente ilustrado. A mesa foi à loucura: as fotos eram fantásticas, queríamos experimentar tudo.
O que pedimos: Presunto fatiado finíssimo, desfazendo de tão fino, sabor maravilhoso, chegava a ser adocicado. Tartar de salmão com abacate e crocante de couve, que era gostoso, mas foi o prato menos impressionante. Salada de presunto com alface e tomatinhos, deliciosa e de montagem lindíssima, alternando camadas de alface e presunto formando um retângulo perfeito. Infelizmente acabei me atropelando e esqueci de bater as fotos destes pratos.
Prosseguindo (daqui pra frente com fotos). O próximo prato a chegar foi o polvo cozido a baixa temperatura, temperado com páprica e montado sobre uma rodela de batata cozida. Delicioso (e eu nem gosto de polvo), macio ao extremo com um sabor tostadinho e levemente picante.

A releitura de patatas bravas também fez tremendo sucesso: “copinhos” de batata frita cheios de um creme picante (um aiolli apimentado), em montagem delicadíssima.

Seguiu-se a porção de lulas com molho de açafrão, empanadas em massa leve e crocante, superou toda e qualquer lula frita que eu já tenha comido (e olha que foram toneladas).

Outro prato que nos seduziu pela simplicidade quase desconcertante foi a porção de ovos de codorna fritos sobre batatas chips. Descomplicado e maravilhoso, com a gema mole e só esperando uma pitadinha de flor de sal (que já estava na mesa) para tornar tudo perfeito.

Continuamos com a vieira com emulsão de salsinha, que vinha acomodada na colherona em purê de batata. Também saborosa e delicada, mas um pouco suave demais para aquele momento da refeição. Deveria ter sido o primeiro a ser degustado.

E ainda tivemos a coragem diante do aviso do encerramento da cozinha, de pedir uma porção de croquetas de jamon e outra de fundos de alcachofra com pancetta para terminar o banquete (ufa). Sequinho e composto de um bechamel bem grosso enfeitado por micro cubinhos de jamon, o croquete era cremoso e novamente surpreendeu pela delicadeza.

As alcachofras deram um susto em todos, pois vinham num caldo quente. Eram gostosas também, guarnecidas de cubos de pancetta e tomate, mas o caldo… o caldo era incrívelmente untuoso e de sabor intenso, preenchia a boca.

De sobremesa, churros com doce de leite e uma espécie de mousse de banana. Apesar de eu ter devorado, porque adoro churros, ficaria melhor algo um pouco mais delicado em apresentação e sabor, que se integrasse melhor aos outros pratos do cardápio. Um formato mais fino para os quitutes já resolveria a questão.

Acho que só encerramos esse almoço por pura falta de mais espaço na barriga e mais dinheiro na carteira. Eu sem conseguir parar de me perguntar porque demorei tanto para estar ali.
Comida tradicional desconstruídas e aperfeiçoada, em composições leves e delicadas, sem perder a simplicidade que torna tudo aquilo tão familiar e delicioso. Uma das melhores refeições dos últimos tempos foi a opinião unânime da mesa. Alguns mais abusados disseram até que é melhor do que os legítimos tapas provados em Barcelona. Eu não poderia dizer, nunca fui à Barcelona. Mas não duvido.

Fotos: Pedro Lourenço

Literário???

Postado em Eu, eu mesma e Leonora, Literatura em 16/11/2009 por Leo

Tenho ouvido reclamações de pessoas queridas que este blog, que começou tão literário, ultimamente está só Foie Gras. Não sei se melhora ou piora a situação me explicar, mas é que eu tenho andado tão feliz e tão ocupada ultimamente que minha produção literária realmente caiu a zero.
Não sou genial o suficiente para conferir delicadeza às felicidades sem ficar uma coisa melequenta e infantil. Se até Chico Buarque depois de rico e com a vida tranquila acabou se reduzindo a “gostosa, quentinha, tapioca” e “ela faz cinem, ela faz cinema ela é demais”, vocês têm que concordar que eu definitivamente não tenho nenhuma chance.
Para compensar vou reforçar minhas leituras e procurar postar as resenhas.

Delícia Cremosa

Postado em Gastronomia, Obssessões, Resenhas, Tentativas em 11/11/2009 por Leo

Você conhece a burrata?
Uma das mais recentes modas gastronômicas, a burrata é uma espécie de mussarela de búfala 2.0, por assim dizer. Eu já experimentei uma em Londres, comprada na Harrods, mas foi só um pedacinho que sobrou depois que a minha mãe devorou o bicho, então nem conta. Já das marcas brasileiras, a primeira que eu experimentei foi a da Buffalina, que era horrível, igual a uma mussarela de búfala dura e com as poucas partes que deveriam ser cremosas com textura parecida com chantilli.
Mas todos eram unânimes em aconselhar que eu experimentasse a da Borghese, que era outra coisa, que era incrível, etc. Depois de longa espera, ela começou a ser vendida no Santa Luzia, para minha alegria. À primeira vista é igualzinha às outras, mas quando é partida se revela. Apenas uma fina película envolve o interior cremoso, de textura parecida com requeijão.
Já fazia muito tempo que eu estava curiosissima para experimentar, e eu preciso confessar que fiquei um pouco desapontada… a textura e a cremosidade realmente são algo fora do comum, mas o sabor sem graça me fez achar o queijo enjoativo, parecido demais com creme de leite puro. A da Harrods, pelo pouco que me lembro, era bem mais ácida e saborosa.
Me recusei a acreditar que este fenômeno de público e crítica seria na minha vida apenas uma decepção, e após muito ponderar me veio a revelação:
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Se você pensa que a revelação era adicionar tomate e molho pesto, num arremedo do também modismo gastronômico que é a salada caprese, está redondamente enganado. É claro que é assim que eu prefiro comer meus queijos frescos, já que eu amo tomate e manjericão. O que esta foto não mostra é que o queijo ficou algumas horas marinando no molho pesto, com resultados super satisfatórios. A Burrata incorporou um pouco do sal e os sabores do manjericão, do alho e do azeite, e aí sim se tornou a delicia cremosa tão elogiada por leigos e experts.
Depois disso, só servir acompanhada de pão italiano, tomates e mais folhas de manjericão.
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E se deliciar com a baderna enquanto o recheio cremoso se espalha nos pratos e travessas.
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Ou ainda brincar de montar sua própria bruscheta.
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Nem preciso dizer que essa foi a vencedora!

Comprometimento total

Postado em Gastronomia, Literatura, Resenhas em 10/11/2009 por Leo

Pausa para uma blogadinha. Enquanto a pilha de papeis na minha mesa aumenta (tanto que eu desconfio que ela esteja se reproduzindo por brotamento), volto ao meu querido blog, no segundo post do dia, mas o primeiro post de verdade do dia.
Levando o mote do blog às últimas consequências, vou recomendar e resenhar um livro sobre gastronomia: Feeding the Whole Family, de Cynthia Lair. Nas minha busca constante pelo equilíbrio entre o saboroso e o saudável, este foi um dos volumes que mais me empolgaram.

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Ele trata da alimentação familiar, incluindo conselhos e receitas de comida para bebês e crianças pequenas, com a visão de que o momento da refeição tem que oferecer não só alimentos saborosos e saudáveis, mas também a convivência entre adultos e crianças, que em muito contribue para a formação da personalidade e dos hábitos alimentares dos pequenos.
As receitas do livro baseiam-se em alimentos integrais, mas sem fanatismos. Mesmo vegetariana a autora inclue receitas para os carnívoros. Completo, o livro intercala as receitas com pequenos manuais sobre alimentação, discorrendo sobre a utilização de diferentes ingredientes e com trechos interessantíssimos sobre a alimentação de bebês desde a amamentação à introdução dos primeiros alimentos. Uma das minhas partes favoritas, aliás, é que no final de cada receita tem uma dica de como utilizar os ingredientes para preparar a comida para o bebê, incluindo-o na refeição e ressaltando o conceito de dividir o alimento.
Trazendo de lanches e bebidas a saladas, pratos principais e sobremesas, o livro serve de base para a construção de um cardápio delicioso e saudável que agrade bebês, crianças, adolescentes e adultos.
Para dar uma olhadinha no conteúdo do livro, clique aqui.

Jornal O Jornal

Postado em Eu, eu mesma e Leonora em 10/11/2009 por Leo

Estamos estourando champagne aqui no Foie Gras Literário, pois recebi lindíssima homenagem em forma de post do Gabriel no Jornal O Jornal. Aproveito as comemorações para contar que depois de longa espera, está em fase de pós produção o primeiro texto do novo colaborador do Foie Gras. O Mauro se junta a mim para enriquecer o panorama degustativo deste blog com resenhas de charutos, assunto em que tem larga experiência, embora informal.
Para quem não sabe, estou de mudança, portanto tenho minha vida inteira para empacotar e depois desempacotar de novo. A menção do blog veio em boa hora, e vai me encorajar a deixar de lado o cansaço e a preguiça e postar diariamente, como venho prometendo desde o princípio, mas nunca cumprindo.
Agradeço o maravilhoso post e já providenciei a inclusão do Jornal O Jornal no meu blogroll. Agora, estranho mesmo se ver resenhado, mesmo que de forma tão elogiosa. Me ví pela primeira vez através dos olhos dos outros. Confesso que meus medos eram infundados…

Veja o post do Gábe…

Macarrãozinho Bêbado

Postado em Gastronomia, Tentativas em 06/11/2009 por Leo

Com vocês, mais uma de minhas milhares de receitas de macarrão básico de preguiçoso, para você, que assim com eu e 99% dos mortais morre de preguiça e de fome, mas se recusa a desistir de uma alimentação saudável e saborosa. E como eu sou aquele tipo que detesta ficar repetindo sempre a mesma comida, resolví testar essa receita de molho que combina duas coisas que adoro: vodka e pimenta. Eu usei Absolute, mas só porque eu comprei uma caixa no freeshop na minha ultima viagem portanto tenho litros e litros. Pode ser qualquer vodka (menos essas saborizadas, por favor)(se bem que imagina fazer com a Absolute Peppar.. huuummmm…). A receita indicava fazer com macarrão cabelo de anjo (aqule bem fininho), mas acho que fica bom com qualquer formato. Eu usei espaguete integral.
Foi ,como manda a tradição Leonorística, preparado numa segunda feira a noite enquanto o Ricardo (que já havia dado sua contribuição indo no mercado) jogava videogame.

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Merchandising de graça...

Macarrão com Molho Apimentado de Vodka (do site Chow- q novidade, hein!!)

Azeite
4 dentes de alho fatiados bem fino
meia cebola bem picada
4 galhinhos de orégano fresco
1 pimenta dedo de moça em conserva picada (sem semente)
1/2 xícara de vodka
250g de tomate sweet grape
100g de macarrão

Aqueça o óleo, coloque o alho e a cebola, tempere com sal e pimenta do reino e frite até dourar. Acrescente o orégano e a pimenta, e deixe por cerca de um minuto, até os aromas se desprenderem. Tire do fogo, coloque a vodka e raspe a panela para incomporar os sabores. Volte a panela para o fogo (cuidado: a vodka pode flambar), diminua a chama e adicione os tomates. Deixe cozinhar por 40 minutos, mexendo de vez em quando. Amasse alguns tomates com a colher e deixe outros inteiros. Aqueça e salgue bem a água do cozimento do macarrão. Depois de cozinhar a massa escorra reservando 1/4 de xícara da água. Retorne a massa para panela e adicione o molho e a água reservada e misture bem. Se desejar adicione mais sal e pimenta.

Porco no rolete

Postado em Gastronomia, Resenhas em 03/11/2009 por Leo

Como sempre vem um prato após o outro, depois de advogar a causa da salada eu passo ao extremo oposto, dividindo a experiência suculenta e gordurosa de empanturrar-se com um prosaico porco no rolete.

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Não se deixe assustar pelo nome, porque o porco no rolete consiste em nada mais do que um porco assado lentamente por mais de doze horas, que na hora da lambança é pururucado, para alegria de todos os convivas. Uma imagem diz mais do que mil palavras:

Alegria dos convivas

No ponto ideal, com a carne macia e bem untada por uma camada de gordura na medida contrastando com a crocância tão popular da pururuca, o porco era tão gostoso que eu desafiei o bom senso e contrabandeei um pote cheio das sobras para casa, que me renderam diversos sanduiches ao longo da semana e uma certa ingratidão por parte do meu sistema digestivo.

Acompanhado de cerveja gelada, balcão de caipirinhas, arroz, feijão, farofa e sete tipos de salada, o melhor do porquinho é que o preço é amigo. Quem fez essa festa foi o pessoal do Buffet Storaí, que faz também carneiro assado e outros tipos de churrasco, e atende em todo o estado de SP. Quem quiser experimentar, mande um e-mail para lustorai@ig.com.br e peça um orçamento. Eu recomendo.

Calor na bacurinha

Postado em Gastronomia em 03/11/2009 por Leo

Não, não é um post de conteúdo sexual.

Esse calor senegalês que se instalou nessa cidade pode ser bastante chato e um pouco sufocante, mas é a ocasião perfeita para aqueles que estão sempre prometendo começar o regime na segunda feira colocarem o plano em prática. Os motivos para isso são os mais variados, já que as comidas mais frescas são também em geral menos caloricas, e a temperatura elevada nos impele a sair da toca, nos coloca em movimento.

Aproveite também o verão para começar a aprender a cozinhar, tentando pratos simples e leves, que satisfazem sem pesar demais no estômago. Sanduiches, massas e saladas são boas opções. Se só de ler a palavra salada você já sentiu um arrepio, e é adepto do mantra que quem come mato é vaca ou coelho, este post é para você.

Salada não é só folha. Nem só folha e legumes molengas e gelados. Existem saladas mornas e quentes, e uma salada bem incrementada pode ser auto-suficiente. Na minha concepção, uma boa salada deve ter uma base de folhas (variando do alface bem neutro à suculenta e amarga endívia), alguns legumes e/ou frutas (aspargos, abobrinhas, tomate, pepino, cebola, manga, maçã verde, pêra, etc) , um molho (junta tudo e umidece a mistura), um elemento de sabor (queijo, frios, azeitonas, ou qualquer coisa realmente gostosa) e um carboidrato (croutons, macarrão, arroz, batata ou uma fatia de pão acompanhando). Claro que estes não são parametros rígidos. Uma salada com molho de queijo dispensa o elemento pra dar sabor, você pode dispensar os legumes, ou num dia mais extravagante fazer uma salada super delícia que junte queijo, bacon, azeitonas e nozes.

Se você ainda não acredita, experimente a caesar salad do Rodeio, qualquer salada do Ritz, a caprese do Seraphini, a steak salad do America, ou se estiver inspirado, minha mais recente descoberta no campo das saladas irresistíveis e suculentas:

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Salada BLT (do site Chow)

100g de bacon
2 xícaras de pão italiano cortado em cubos grandes
1/2 maço de espinafre rasgado
300g de tomate picado
1 cebola picada
2 colheres de sopa de aceto balsâmico
sal e pimenta do reino a gosto

Corte o bacon em cubos. Forre um prato com papel toalha, frite o bacon em uma frigideira aquecida em fogo médio até que ele fique dourado e a maior parte da gordura derreta. Tire o bacon e coloque para escorrer. Retire metade da gordura da frigideira e reserve. Adicione os cubos de pão e volte ao fogo para dourar, mexendo para envolver os croutons com a gordura. Retire os croutons e coloque-os para escorrer junto com o bacon. Separe 1/4 do bacon e croutons para decorar. Misture o restante numa saladeira com o tomate e o espinafre e reserve. Coloque a cebola e o a gordura reservada na frigideira, tempere com sal e pimenta do reino e refogue até que fique macia. Adicione o aceto e raspe o fundo da frigideira para aproveitar os deliciosos sabores acumulados. Adicione o molho na salada, misture e adicione mais sal e pimenta se achar necessário. Coloque o bacon e croutons reservados por cima e sirva.