Não vou falar que o show do Metallica foi incrível, porque qualquer um que botar no Google certamente encontrará meia dúzia de matérias que descrevem detalhamente o setlist, o clima, a empolgação da platéia, e o que mais você imaginar. Também não vou discutir a habilidade da banda, porque além dela ser inegável eu sou uma toupeira nesse assunto, não entendo nada de musica. Sabe aquela velha ladaínha do não sei o que é bom, mas sei do que eu gosto? Por aí.
O motivo porque eu gostei mesmo do show foi totalmente diverso destes. Eu não sabia cantar quase nenhuma música, já que a fase retorno ao metal da banda deixou de fora os meus preferidissimos Load e Reload (porque eu sou uma daquelas fãzocas de Metallica que conheceu eles na MTV, demorou uns vários anos para ouvir qualquer coisa anterior ao Black Album e acha o James lindo). E eu odeio ir no show sem saber cantar a música, fico me sentindo uma farsa alí no meio dos fãs, fico imaginando as pessoas em volta se perguntando porque uma pessoa que não conhece as músicas vai no show. Ou pior, só saber cantar os últimos sucessos e me enquadrar no grupo dos que ouviram depois que ficou famoso, em vez do prestigioso grupo dos informados da música que conhecem tudo antes.
Loucuras a parte, nesse show eu me senti bem, me sentí adolescente e eufórica como havia muito tempo não acontecia. Olhando em volta e vendo todos os presentes de qualquer idade voltarem a esse momento maravilhoso na vida em que você quer que um show dure para sempre, independente do cansaço e de você estar rouco e com um zumbido no ouvido, mas com aquela sensação de nada será melhor do que aquele show… até o próximo, claro!
Acho que isso só faz sentido aos apaixonados por música, talvez mais especificamente por rock, que amam a vibração coletiva das milhares de pessoas gritando e pulando, dividindo aquele momento de amor. Isso é um show do caralho: um monte de gente rindo, gritando e se divertindo, e até no empurra empurra da saída fazendo piada e dando risada junto. Por isso que o indiezismo estragou tudo e tirou a graça de assistir os shows de algumas bandas que eu gosto tanto: Transformou show em lugar de carão, de se montar e de tentar parecer cool.
Bem mais legal ser metaleiro, ir de camiseta de banda velha e cabelo despenteado e se divertir horrores.
Metallica e mais lembranças da juventude
Postado em Eu, eu mesma e Leonora, Música em 03/02/2010 por LeoForneria San Pietro- Noite do Tartufo Bianco
Postado em Gastronomia, Resenhas em 02/02/2010 por LeoTudo começou com meu pai pedindo misteriosas reservas num hotel em campinas para o meio da semana. Estranhei mas fiquei na minha, e depois de alguns dias o segredo foi revelado. Um jantar com trufas brancas, em comemoração de 20 anos de carreira do Chef Jurandir Meirelhes. Tirei a sorte grande, pois junto com o convite pro jantar ganhei a quinta feira a tarde e a sexta feira de folga, transformando uma semana babaca em um lindo feriado prolongado.
Seria minha primeira vez na Forneria, e depois de passar meses ouvindo meu pai recomendar muito, e fazer constantes viagens de fim de semana unicamente para comer lá, eu estava curiosa e com altíssimas expectativas. Mesmo porque era um sonho meu de infância comer trufas frescas, e por causa dos preços proibitivos eu achava que nunca ia atingir o tão almejado banquete. Obrigado, pai!!
Vamos ao Cardápio:
Entradas

Carpaccio di Struzzo con Tartufi Bianchi Freschi (carpaccio de avestruz com grana padana e trufas)

Mille Foglie con Tartufi Bianchi Freschi (Massa folhada com uma espécie de bechamel recheando, aspargos, ovos de codorna e trufas)
Pratos Principais

Capellini con Tartufi Bianchi Freschi (Massa fresca com ovo caipira e trufas)

Vitello da Latte com Tartufi Bianchi Freschi (Vitela com trufas e risoto)
Sobremesa

Fragole al Forno con Zabaione Tartufato (Morangos assados com zabaione de trufas)
A comida realmente estava ótima, sendo que a sobremesa foi de longe a minha preferida, pois os morangos e o zabaione estavam saborosíssimos e a trufa deu aquele toque diferentão, que eu adoro. Mas deve-se ressaltar que a trufa fresca lembra muito de longe as trufas em conserva. O sabor é incrivelmente suave, e eu me senti como quem sempre tomou vinho argentino e recebe um belo dia uma taça de Borgonha Premier Cru. Fiquei sentindo falta da potência, com uma pontinha de decepção por isso, mas consciente que quem estava decepcionando era o meu paladar, não a comida.
Tolices da Juventude
Postado em Eu, eu mesma e Leonora, Literatura, Mau Humor, Tentativas em 02/02/2010 por LeoEm 2003 eu fui pro Rio de Janeiro, na primeira edição do TIM Festival assistir ao show do White Stripes. Fomos eu e dois dos meus melhores amigos. Uma delas continua sendo minha melhor amiga até hoje. Com o outro eu quase nem falo mais. Enfim, fomos de ônibus, com os dinheiros contados para o hotel, para comer e para tomar alguma coisa no show, que na época era pouco porque a gente mal bebia. A primeira surpresa infantil foi conhecer os ônibus com ar condicionado, que me causaram uma reação de inveja indignada, afinal em São Paulo também fazia calor, e só porque não é a “cidade maravilhosa” não tem direito a esse tipo de luxo??? Mais uma prova da minha ingenuidade foi usar uma roupa vermelha, preta e branca pro show, me sentindo super por dentro e sendo na verdade mais um dos 57.000 (incluindo os próprios jack e meg) que achavam que tinha alguma coisa de legal nisso. Mas o show foi muito legal, principalmente porque foi no começo da minha carreira de shows e eu estava achando esse nosso bate e volta carioca a última palavra em independência. Totalmente Badass. No dia seguinte encontramos um primo meu, super gente boa, e dei mais uma prova de total imbecilidade tentando explicar porque eu tinha ido pro Rio de Janeiro nas portas do verão e não podia ir na praia porque não tinha me depilado. Passei o domingo no Rio no shopping. Afinal, eu tinha ido não pela praia, não pelo mar, não pelo show, mas pelo maravilhoso e incrível (NOT!!) show do White Stripes.
Tudo isso pra contrastar com o fato (que eu descobri num dos últimos meses) de que em 2004 PJ Harvey e The Mars Volta tocaram no Tim Festival, em São Paulo, AONDE EU MORO, e eu não fui assistir. Isso é o quanto eu fui uma criança tola.
Série monstros, parte 1 – Vampiros do Espaço
Postado em Eu, eu mesma e Leonora, Literatura, Resenhas em 19/01/2010 por LeoNão é Crepúsculo nem True Blood. Na verdade nem tem sangue.
Este livro trata de alienigenas encontrados por uma expedição espacial que se alimentam de energia sugada dos seres humanos. Os vampiros de alma utilizam diversos artifícios para se disfaçarem e tentarem passar despercebidos, e a tarefa de pega-los é dificultada ainda mais por sua capacidade de existirem fora de seus corpos e de possuirem outros corpos.
Desde a pré adolescência tenho verdadeiro fascínio por histórias de vampiro (deixando bem claro mais uma vez que não falo dos vampiros bonzinhos e quase super-heróis da saga crepúsculo), e por todas as questão morais e existenciais nelas envolvidas. Neste livro, particularmente, o autor faz vários paralelos entre o vampirismo e as interações cotidianas do ser humano, do ponto de vista que todas estas envolveriam uma troca de energia onde um dos participantes domina este fluxo. Confuso? Pense naquela sensação de esgotamento que você sente ao passar muito tempo ao lado de algumas pessoas, que parece não ter explicação. Claro que isso é só ficção, e eu não estou sugerindo que você passe a acreditar em sugadores de energia nem nada do tipo, mas eu gosto de pensar em todas essas relações como metáfora para a convivência. Como o vampiro ter que ser convidado para poder entrar na casa de alguém, e muitas vezes se apaixonar por sua vítima. Isso mostra que uma pessoa abusiva sempre tem que ter uma “vitima” conivente, e que o criminoso precisa da sua vítima, a necessidade é a maior força.
No fim de tudo, essas idéias servem pra eu ter aprendido que amor, amizade e coisas boas não podem vir da necessidade, só da vontade, porque pra mim, necessidade corre muito risco de virar medo, desequilíbrio e até violência. Pra mim, amar é precisar cada vez menos e gostar cada vez mais, com getileza e alegria.
Que texto foi esse, que alternou tanto horror com tanta pieguisse? Só mais um fluxo de pensamentos.
Retomando a obra, o livro é ótimo também do ponto de vista da ficção científica, e tem aquele toque de futurismo dos anos 70 que é ultrapassado mas muito charmoso. Não sei se foi publicado novamente, pois este exemplar que eu estou lendo é o mesmo que eu lí a uns 12 anos atrás, pertence ao meu pai e naquela época ela já era bem velhinho. Mas se alguém achar por acaso num sebo pode comprar que eu garanto que vale a pena.
Vampiros do Espaço- Colin Wilson
Editora Círculo do Livro
Um lento começo de ano…
Postado em Eu, eu mesma e Leonora, Mau Humor em 19/01/2010 por LeoNesses primeiros dias de 2010, tenho encontrado bastaante dificuldade em romper a lerdeza e engrenar nas minhas atividades normais de novo. Até fotos tenho tirado pouquíssimas. Carrego a máquina de um lado para o outro, mas na hora me dá uma desvontade, acabo não fotografando nada.
Juro que não faço a mínima idéia do que ocorre, mas estou totalmente desmotivada e preguiçosa. Pra atrapalhar mais ainda o blog, estou regimando, já que preciso desesperadamente mudar meus hábitos antes de virar gorda de vez.
Ficam minhas desculpas, e a promessa de tentar com mais afinco.
Filosofia Feminina
Postado em Eu, eu mesma e Leonora, Obssessões em 07/01/2010 por LeoComeço a deconfiar que a real solução para todos os meus problemas existenciais seria poder comprar quantidades ilimitadas de roupas, sapatos e acessórios… Mas posso estar errada…
Entre festas
Postado em Eu, eu mesma e Leonora em 30/12/2009 por LeoHoje é dia 30, e eu estou trabalhando. Melhor dizendo, eu estou no trabalho. Fora fazer os pagamentos do dia (uma das inúmeras emocionantes tarefas de um cargo administrativo, hehehe) estou totalmente sem clima pra mais nada. Afinal, o dia está quente (apesar de um pouco nublado), e praticamente todos que conheço estão de folga, a maioria na praia, que é a tradição brasileira de reveillon. Eu, sendo estranha como sempre, vou ficar em casa porque não tenho paciência nenhuma com multidões, e não pretendo passar o ano todo numa são paulo lotada pra depois passar o ano novo numa sucursal da capital na praia, também lotada de paulistanos correndo de lá pra cá e atropelando uns aos outros. Eu vou ficar aqui na paz, descobrir um bar legal que esteja aberto, sair do trabalho e tomar uns choppes e comer uns fritos. Amanhã quero caminhar pelas ruas sossegadas e fazer o jantar paraibano que planejei pro ricardo matar as saudades…
Agora eu ía dividir com vocês minhas promessas de ano novo, mas sejamos realistas, são as mesmas de sempre: comer melhor, se exercitar e blá, blá, blá…
Só me resta dizer:
FELIZ ANO NOVO!!!
Fim de ano
Postado em Gastronomia, Resenhas em 17/12/2009 por LeoEstou no maior dilema de fim de ano: muita vontade de levar um monte de comidas gostosas para os meus familiares amados, e pouquíssimo tempo disponível para preparações mais longas. Como minha área de atuação preferida é a confeitaria caio mais ainda nas receitas complexas e demoradíssimas. Para me redimir e não ir de mãos vazias, encomendei com a Luana Azeredo dois cheesecakes: um diferentão de chocolate com gengibre e um tradicional com calda de cereja. Minha confiança na qualidade dos quitutes de Luana vem de duas encomendas que eu fiz ainda no projeto lindo do 100 Cheesecakes.
O primeiro que eu pedi foi o coberto com goiabada, que eu considero a combinação mais irresistível com cheesecake ever. Ele estava magnífico, textura e sabor perfeitos e equilibrados, nada daquela doçura e gordura excessivas em muitos dos cheesecakes encontrados por aí. E a leveza… uma coisa desmanchante e aerada, daqueles doces malvados que dá vontade de comer uns dez quilos sem enjoar.

Depois veio o de calda de frutas vermelhas e porto, que embora tão sublime quanto o primeiro tinha a calda um pouco ralinha (na minha humilde opinião) que acabou escorrendo e fazendo uma meleira na embalagem.

Além disso, a Luana é super atenciosa, entrega em casa e manda um cheesecake lindo bem embaladinho e com um cartãozinho foto preenchido à mão e preso numa fita à embalagem. E ainda se provou gente boníssima se oferecendo para me emprestar a sacola térmica para levar meu cheesecakes natalinos até Juquehy, onde minha família se reunirá para a ceia.
Preciso muito alertar vocês que experimentando essa delícia você corre o risco de viciar, e aí fica o meu conselho mais precioso: chamem parentes e amigos, ofereçam para os colegas de trabalho, dividam o seu cheesecake, porque assim você não precisa engordar demais por pedir vários, e de quebra vai ver só sorrisos na sua frente…
Comida Saudável (ou como fugir do fast food)
Postado em Gastronomia, Tentativas em 17/12/2009 por LeoEra sexta feira a noite, e eu estava em casa com o Ricardo e com o meu irmão, e começou uma pequena guerra para decidirmos o que comer no jantar. Meu irmão já quis logo um Mac Donalds, o Ricardo não sabia direito o que queria, mas minha proposta ligada ao arroz integral que eu tinha preparado na noite anterior foi veementemente repelida. Não desisti da briga, e acabei propondo que utilizassemos tudo o que tinha na geladeira para fazer um jantar composto de: o tal odiado arroz integral (só que incrementado com abobrinha ralada na manteiga), salada de rúcula e alface com molho de mostarda e mel e omeletes. Também preparamos uma jarra de um drink com limão e St Germain pra tomar enquanto preparavamos o jantar, só porque era sexta feira e deu vontade.
Para dar uma graça nessa brincadeira e diminuir meu trabalho, eu arrumei todos os ingredientes e propus que cada um montasse o seu omelete. Tinhamos à disposição: queijo de cabra, tomates cereja cortados em quatro, manjericão picado, alho poró dourado. Não era muita variedade, mas rendeu um jantar satisfatório. O Pedro rejeitou o arroz e acompanhou seu omelete com torradas de pão integral, e foi a revelação da noite, produzindo dois omeletes perfeitos sem nenhuma ajuda de minha parte.
E eu fiquei muito feliz, porque não saí do regime e ainda convenci os garotos a deixarem a junkera de lado.

Fim de semana em Santos
Postado em Gastronomia, Resenhas em 16/12/2009 por LeoA família da minha mãe é de Santos, e minha vó e alguns tios e primos moram lá. Sempre visitei a cidade com frequência, mas nunca saía da casa da parentada, por isso pouco conheço da gastronomia da cidade. Tenho só elogios ao chopp do gonzaga, onde eu sentava no balcãozinho apertado e me empanturrava de com o delicioso espetinho, batatas fritas gorduchíssimas, molho de cebola espetacular e coca cola.
Mas ultimamente, quando eu estou por lá só tem espaço pra um lugar: Epitácio. Pra ver minha irmã trabalhadeira que gerencia o lugar e quase nunca tira uma noite de folga, e apreciar os quitutes do lugar: bolinho de bacalhau (receita de família, hein), bruschetas e pizzas. As fotos que eu tirei foram de uma visita antiga, quando eles ainda abriam de dia e serviam alguns pratos, e foram eles os fotografados:
Filet mignon com arroz e purê de mandioquinha e o magnífico bacalhau seguindo a receita secular dos Lourenço, em outras palavras o melhor bacalhau do mundo. Pratos simples e muito bem executados, que eu vou pedir pra vocês me ajudarem a por de volta no cardápio deixando um comentário neste post pedindo pra Liana (minha irmã).
As porções e pizzas eu não fotografei porque quando chegou nessa altura eu já estava por assim dizer simpática (vide a foto desfocada do copo de caipirosca de morango). Mas a pedida do Epitácio é tomar uma cerveja de garrafa e umas caipirinhas e comer uma pizzinha (que, me arrisco a dizer, é a melhor da baixada santista) ouvindo um som de alta qualidade (sextas e sábados). E talvez dar um pulinho alí na boca da cozinha pra bater um papo com o staff que é super amigável. Nessa hora aproveitem pra reparar em algumas peças antigas que meu tio Mauro restaura por hobbie, como a máquina de café fotografada, e até, se você tiver sorte, convencer o Marcos (outro tio e também gerente do estabelecimento) a te contar sobre sua carreira futebolística nos anos 70, e do dia em que ele jogou com o Pelé.
O lugar é agradabilíssimo, e embora o serviço ainda precise de alguns ajustes, a comida é maravilhosa e a cerveja está sempre gelada. E se precisar de alguma coisa pode pedir pra chamar o gerente, e quando ele ou ela chegar diz que é meu amigo, que você já vai ser da família.
Epitácio Pizza-Bar
Rua Epitácio Pessoa,184 – em frente ao radar eletrônico. Terça a Domingo a partir das 18hs.
Reservas e DISK PIZZA: T:13 3272-5390





